O respeito pela livre opinião obriga-me a, mais que fazer um comentário, ao fim deste tempo todo a sair deste voto silêncio asfixiante.
Após ler a opinião do Pedro Bessa, pessoa que considero, não pude ficar indiferente aos comentários e respondi ao que achei uma injustiça. Impõe-se agora uma justificação...
Quando fiz a comparação redacção/departamento comercial foi em resposta às palavras do guilherme soares quando afirmou "o xitumbita era parte integrante do fabuloso departamento comercial" num sentido depreciativo.
O que vem corroborar o que sempre se disse um pouco às escondidas - o departamento comercial no O Comércio do Porto foi sempre visto como um "coitadinho".
As nossas funções eram muito mais complicadas que as de um jornalista. Um jornalista tem que redigir notícias e um comercial tem de convencer um potencial anunciante que O Comércio do Porto é o meio eficaz para a sua publicidade. E nós sabiamos muito bem que com o número de exemplares vendidos não eramos nada.
A título exemplificativo posso dizer que chegamos a fazer especiais de localidades no norte deste país em que o nosso jornal nem era vendido. Quanto mais de regiões como a da península de Setúbal que fizemos publicar duas revistas sobre vinhos. Mas vendiamos que era o mais importante.
Eu até nem me posso queixar das relações redacção/departamento comercial, não eram tão más como se as pinta, mas desculpem que vos diga - só com algumas das chefias e um ou outro jornalista o resto sempro nos viam como algo desprezável.
Eu trabalhei 6 anos nessa casa e havia colegas que sempre me viraram a cara quando nos cruzavam na rua ou mesmo nas instalações. E isto culmina com a "foto de família", alguém sabe-me dizer onde está um elemento do departamento comercial? Pois posso lhes afirmar que saímos todos depois das 19h30 desse fatídico dia.
E não fica por aqui o rol de situações que fomos monesprezados por algumas pessoas da ex-redacção, muito mais se podia contar desde os pedidos de patrocínios para o desporto ir para fora e outras coisas que ficam nos segredos dos deuses porque não se deve mexer muito na porcaria.
Da minha parte podem contar sempre desde que não se façam comentários depreciativos de um departamento quem teve excelentes profissionais, não todos mas alguns, como também no caso da redacção também teve bons e maus profissionais mas não vamos agora generalizar.
Em resposta ao comentário de TAF resta-me só afirmar que os números estão muito próximos da realidade entre a produção comercial e as vendas de exemplares.
E para qua um JORNAL sobreviva, sabes guilherme soares, tem que haver um equilibrio entre as receitas e as despesas e para um JORNAL como o CP não eram necessários cerca de 50 jornalistas porque era muita despesa para o orçamento, que o diga a Fátima Iken pois no tempo do D. Aurélio ela sempre tentou mais e ele nunca deixou com o argumento que o orçamento não deixava. É pena demonstrares que só sabes mesmo é de jornalismo.
Para a minha ex-colega Ivone peço desculpa pela minha linguagem simples e se dei alguns erros de português, também para informar que o blog tem um carácter mais lúdico do que sério e não é do meu amigo xitumba, ele é um dos muitos amigos convidados a participar.
Ao meu amigo Pedro Bessa um grande abraço porque...
... sempre existe algum bom senso.
sábado, 10 de setembro de 2005
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5 comentários:
...embora nã acredite nessa do bom senso, tá bém...hoje é sábdo e chove. bom dia.
Quando o discurso se faz com a devida elevação há sempre bom senso. Não tenho nada a ver com as polémicas financeiras. Só me custa é ver este tipo de desentendimentos quando afinal todos estão no mesmo barco. Sinceramente, também não me agrada o facto de se fazerem críticas sérias sem se assumir a verdadeira identidade.
Só para dizer que já cá estou. No entanto neste momento não posso escrever. Não tenho tempo. Mais tarde farei uma rentre explosiva.
Cara Ivone,
O problema do Comércio foi precisamente õ facto de o Barco não ser o mesmo. Para uns, a elite, carros topo de gama, viagens ao estrangeiro desnecessárias sob a capa de cobertura jornalística, ordenados chorudos, iniciativas tipo roteiros com custos elevadíssimos sem a mais pequena preocupação na consulta ao deptº comercial,entre muitos outros exemplos... continua
Para outros e falando do meu caso que davam lucro à empresa, cortaram na qualidade do papel, cortaram no sistema de pagamento de despesas acordado, inflacionaram os custos por especial prejudicando a qualidade do mesmo, corta, corta, corta e mais tarde na hora da minha saída admitiram os erros. Tarde de mais.
Ass: Tiago Vidal Pinheiro
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